Interações Medicamentosas
Para começar a falar de interação é importante ressaltar a sua definição feita pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária): "alteração dos efeitos farmacológicos entre dois
ou mais medicamentos administrados concomitantemente,, podendo resultar em um
aumento ou diminuição na eficácia terapêutica ou nos eventos adversos causados por
estes, ou ainda no aparecimento de novos efeitos."
Na afirmação que as interações medicamentosas são classificadas como eventos adversos desvantajosos, se pode explicar pelo fato de que algumas interações podem causar efeitos adversos da farmacoterapia.
Em exemplo de um caso clínico que o paciente faz uso de levotiroxina e ao desenvolver uma gastrite foi prescrito Mylanta Plus (hidróxido de alumínio, hidróxido de magnésio e simeticona) como antiácido. O paciente não foi orientado da forma correta para tomar os medicamentos passou a tomar os dois em concomitância. Foi percebido uma piora nos sintomas de hipotireoidismo do paciente, sendo tipico o quadro de hipotireoidismo clínico.
Com a realização do exame de T4 livre pode-se perceber a baixa disponibilidade do hormônio no organismo e percebendo a baixa eficacia da levotiroxina. Diante disso foi constatado a interação medicamentosa entre a levotiroxina e o antiácido.
O mecanismo ainda é um pouco desconhecido mas acredita-se que seja de caráter farmacocinético, pelo fato da dificuldade de absorção diminuindo a sua biodisponibilidade. A possível dissociação da levotiroxina em cátions polivalentes insolúveis, sugerem a diminuição da sua eficácia.
Com isso é recomendável o intervalo de no mínimo 4 horas entres as medicações para diminuir o risco de hipotireoidismo clínico e subclínico.