Farmacoterapêutica na hipertensão gestacional
A doença hipertensiva especifica no período da gravidez está associada a manifestações próprias da gestação acometendo principalmente primigestas. Pode ser classificada em quatro tipos principais: e hipertensão crônica; hipertensão arterial gestacional; pré-eclâmpsia e eclâmpsia.
De acordo com a Sociedade Brasileira de hipertensão (SBH), a hipertensão arterial gestacional (HAG) é determinada pela aparição da alteração da pressão arterial após a vigésima semana gestacional, podendo ser sem proteinúria, e se normalizar após o parto.
A hipertensão arterial sistêmica crônica é definida pela hipertensão registrada anteriormente a 20ª semana do período gestacional ou que se estende até doze semanas após o parto. Com a detecção de edema e proteinúria durante o período gravídico é denominada de pré-eclâmpsia, que pode evoluir para a eclampsia, que seria a soma desses sintomas adicionada a presença de convulsões e coma.
A farmacoterapia é bem baseada na relação risco/benefício, na hipertensão gestacional que pode se observar na vivência da residência é a metildopa que é feito a prescrição durante o pré-natal e a hidralazina a nível hospitalar feitas em casos mais graves onde a gestante tem risco de aborto. Também são utilizados bloqueadores do canal de cálcio como a nifedipina que também é utilizado como tocolítico. E dos beta-bloqueadores o labetolol. No âmbito hospitalar também é muito utilizado o sulfato de magnésio como última escolha se a gestante já estiver feito o tratamento padrão, pois tem que ser feito uma monitorização minuciosa durante a sua utilização.
Os inibidores da ECA (Enzima Conversora de Angiotensina) como o captopril e o enalapril atravessam a barreira placentária e apresentam nível plasmático similar no sangue materno e no cordão umbilical, no momento do parto. Efeitos adversos quanto à utilização de inibidores da ECA na gestação: falência renal fetal, hipotensão neonatal associada a anúria, potência do canal arterial, efeitos teratogênicos, complicações respiratórias e morte fetal e neonatal. Já na amamentação o uso é recomendado os niveis de medicamento que vão para o leite são irrelevantes.
O uso de diuréticos na gravidez é controverso devido a poucas informações sobre teratogenicidade no primeiro trimestre de gravidez e ainda os efeitos sobre a hemodinâmica também não são bem compreendidos.
Administração de furosemida que é um diurético de alça, durante a gestação não altera de jeito significativo o volume de líquido amniótico, mas reduz o fluxo sanguíneo interviloso.
O quadro abaixo mostra mais informações sobre os medicamentos anti-hipertensivos mais utilizados no período gestacional:
Referente ao tratamento não medicamentoso indica-se um cuidado com a alimentação com práticas de exercícios compatíveis com a condição de gestante e verificação da pressão arterial. O acompanhamento correto do pré-natal é crucial para a avaliação de exames laboratoriais e quaisquer outra alteração que a gestante possa apresentar e que as vezes passa desapercebido pela mesma. A realização de massoterapia e acupuntura também são indicados.
Todas as informações que vemos na prática puderam ser confirmadas na aula como também o esclarecimento de várias dúvidas sobre o assunto.

Muito boa a tabela, pois apresenta de modo claro e conciso a abordagem farmacoterapêutica para a paciente com hipertensão no período gestacional.
ResponderExcluir