Reações adversas a antitérmicos
O tratamento farmacológico da febre não deve ser feito de maneira aleatória, principalmente em crianças. Dependendo do estado do paciente primeiro são aplicados meio físicos como banho não quente, vestir roupas mais leves e fazer uma solução alcoólica para compressas são algumas sugestões.
Nas crianças com idade de 6 meses a 5 anos com suscetibilidade a convulsões o tratamento com antitérmicos é mais recomendado. Dentre os mais utilizados podemos citar: aspirina, dipirona, paracetamol e ibuprofeno citando algumas reações adversas mais comuns para uma provável suspensão do medicamento caso acontece alguma delas.
Aspirina ( Ácido acetilsalicílico)
Vermelhidão e coceira na pele, inchaço, rinite, congestão nasal, tempo de sangramento prolongado, hematomas e sangramento pelo nariz, gengivas ou região íntima. Esses eventos tem sido pouco descritos em crianças. Como é um medicamento bem aceito pelas crianças a superdosagem pode ser fatal: Sintomatologia: Intoxicação moderada: Zumbido, sensação de perda da audição, dor de cabeça, vertigem e confusão mental (esses sintomas podem ser controlados com a redução da posologia). Intoxicação grave: febre, hiperventilação, cetose, alcalose respiratória, acidose metabólica, coma, choque cardiovascular, insuficiência respiratória, hipoglicemia acentuada.
Dipirona ou metamizol
Reações hematológicas: podem desenvolver-se raramente leucopenia e, em casos muito raros porém preocupantes, agranulocitose ou trombocitopenia. Tipicamente, reações anafiláticas/anafilactoides leves manifestam-se na forma de sintomas cutâneos ou nas mucosas (tais como: prurido, ardor, rubor, urticária, inchaço), dispneia e, menos frequentemente, sintomas gastrintestinais. Raramente, exantema; e, em casos isolados, síndrome de Stevens-Johnson ou síndrome de Lyell.
Paracetamol ( acetaminofeno)
Pode provocar reações adversas nos diferentes sistemas orgânicos, porém a mais temida é a hepatotoxicidade. Embora de incidência extremamente rara, há relatos de êxito letal devido a fenômenos hepatotóxicos provocados pelo Paracetamol.
Pode ocorrer reação de hipersensibilidade, sendo descritos casos de erupções cutâneas, urticária, eritema pigmentar fixo, broncoespasmo, angioedema e choque anafilático.
Outras reações de incidência rara:
− discrasias sanguíneas (agranulocitose, anemia hemolítica, neutropenia, leucopenia, pancitopenia e trombocitopenia);
− hepatite (aparecimento de cor amarela nos olhos e pele);
− hipoglicemia;
− icterícia;
− lesões eritematosas na pele e febre;
− hematúria ou urina turva, micção dificultosa ou dolorosa, diminuição brusca da quantidade de urina.
Ibuprofeno
As reações adversas mais comuns são de origem gastrintestinal (náusea, vômito, dor epigástrica, desconforto abdominal, diarreia, constipação intestinal). Podem ocorrer também reações de hipersensibilidade, ambliopia tóxica, elevação significativa da transaminase no soro, retenção de líquidos, edema, inibição da agregação plaquetária, linfopenia, anemia hemolítica, granulocitose, trombocitopenia, tontura, “rash” cutâneo, depressão, insônia e insuficiência renal em pacientes desidratados.
Diante disso podemos perceber os perigos da automedicação, por isso é importante a orientação do médico ou farmacêutico para a utilização do medicamento correto de acordo com posologia específica para cada paciente visando o uso racional de medicamentos.
Esses antitérmicos são amplamente utilizados e faz-se necessário conhecer os sintomas relacionados as reações adversas. Em caso de paciente com plaquetopenia, há restrição ao uso de algum destes atitérmicos?
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