segunda-feira, 10 de abril de 2017

Farmacologia da asma

    O tratamento da asma em gestantes e em crianças não é tão diferente do que é utilizado habitualmente, a maioria do medicamentos podem ser usado tranquilamente sem transmitir grandes quantidades para o feto e nem pela prática da amamentação. A imagem a seguir mostra a classificação de risco dos medicamentos antiasmáticos de acordo com o FDA: 


    Os agonistas beta-adrenérgicos de ação é curto ( salmeterol - seguro na gravidez e formoterol - não tem muitos estudos) são os mais utilizados na asma mais branda,  para a gestante não é muito recomendado altas dosagens no período que antecede o parto devido a probabilidade de ocorrer inibição das contrações retardando o trabalho de parto. Já os de ação longa são mais utilizados na asma severa.

    A conduta de tratamento no trabalho de parto seria a utilização de corticóides na forma de spray. As pacientes que utilizarem uma dose superior a 7,5 mg/ dia por mais de duas semanas de corticóide oral é recomendado por via parenteral hidrocortizona no momento do parto ate quando for apropriado voltar a utilização oral que dependerá da avaliação do médico.


    Já em crianças o tratamento mais comum é feito com corticóides inalatórios mas que deve ser garantido que a criança consiga aspirar toda a quantidade de medicamento para sua ação eficaz a utilização de espaçadores é bem recomendada.













O uso do anticorpo monoclonal (omalizumabe), será recomendado quando a asma for de difícil controle mesmo com todo tratamento mais convencional. Assim também acontece com os modificadores de leucotrienos como montelucaste e zafirlucaste.

Um comentário:

  1. Poderia explicar como o paciente pode desenvolver candidíase oral relacionada ao uso de corticóide inalatório?

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