Fitoterapia
Muitas plantas são capazes de oferecer efeitos tóxicos aos organismos vivos. Segundo algumas teorias essas substâncias seriam formadas com a função de proteger a especie contra seus predadores. Além do vegetal em si outra parâmentros são utilizados para garantir a segurança do uso de plantas medicinais, como as condições de coleta e armazenamento.
Algumas plantas são amplamente utilizadas mais muitas delas ainda não tem todas a suas substâncias e mecanismo de ação realmente esclarecido então é mais recomendado que durante a gestação evite o uso de plantas medicinais. Abaixo segue alguns exemplos de plantas que foram ressaltadas em um cominicado do Conselho Federal de farmácia:
As metilxantinas, grupo de estimulantes do SNC bastante
conhecido, têm como principais representantes a cafeína,
a teobromina e a teofilina. A cafeína atravessa a barreira placentária, diminui o fluxo sangüíneo para a placenta e é metabolizada mais lentamente por mulheres
grávidas do que pelas não grávidas.
No entanto, torna-se difícil quantificar a cafeína ingerida
devido a variações na fonte (café, chá,etc), volume ingerido
da bebida, concentração e o modo de preparo da bebida.
O uso do gengibre contra enjôos, um estudo mostrou perda embrionária acima do normal quando administrado a ratas durante
a gestação, porém também há um aumento no peso dos
fetos remanescentes . Esta planta é aprovada
para o uso na prevenção de enjôos do movimento
(cinetose), na dose de 2g/dia. No entanto,
existem muitas divergências em relação ao seu potencial
teratogênico. Um estudo realizado verificou que um extrato etanólico de gengibre administrado
a ratas grávidas não causou danos à mãe ou ao
feto em desenvolvimento.
Produtos que possuem antraquinonas na sua composição
devem ser evitados durante a gravidez, principalmente, no primeiro trimestre , período em que ocorre a organogênese e
durante o qual podem acontecer malformações em períodos
curtos de exposição. As antraquinonas podem induzir contrações
uterinas, aumentar
o fluxo sangüíneo para o útero e seus anexos, ampliando
o risco de perda do feto, bem como
podem passar para o leite materno e causar efeitos indesejáveis,
como espasmos, no bebê.
A arruda (Ruta graveolens L. – Rutaceae) é uma das
plantas mais comumente utilizadas para indução de aborto
no Brasil e em outros países da América, embora seja endêmica da
região Mediterrânea. São contraditórios
os dados existentes com relação aos efeitos da arruda sobre
os diferentes períodos gestacionais. O extrato alcoólico de
R. graveolens administrado a ratas no período pré-implantação causou redução no número de células do blastocisto e
retardo no desenvolvimento embrionário.




É de suma importância a sensibilização da população, bem como gestantes e nutrizes, quanto ao uso racional de fitoterápicos.
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