quarta-feira, 5 de abril de 2017



Farmacologia do trato gastrointestinal


    O aumento da acidez gástrica na gravidez é normal porque nesta fase a digestão fica mais lenta, pelo aumento da concentração de progesterona na corrente sanguínea e também ao acúmulo de gases no estômago, facilitando o refluxo do bolo alimentar, cheio de ácido, para a garganta.

Sintomas mais comuns:

- Sensação de queimação no esôfago e na garganta;

- Gosto amargo ou ácido na boca ou na garganta;

- Sensação de má digestão.



Tratamento não farmacológico

    Pode-se orientar a gestante algumas medidas para o alívio desses sintomas, sem que haja a necessidade de tomar o medicamento ou então fazer o uso de medicamentos e a orientação de mudança de hábitos para que haja resultados mais satisfatórios, como é feito no atendimento multiprofissional.


   Algumas mudanças simples que podem ser feitas na alimentação: evitar comer alimentos gordurosos, ácidos, fritos, muito condimentados e bebidas alcoólicas ou qualquer outro líquido durante a refeição, comendo sempre em pequenas porções de cada vez, mastigar bem todos os alimentos para facilitar a digestão, não fumar e evitar a exposição ao cigarro.

Tratamento farmacológico

    O que é mais utilizados pelos prescritores é a ranitidina que é um antagonista dos receptores H2. Alguns autores descrevem o uso dos inibidores de bomba de prótons (IBP) para tratamento de mulheres cujos sintomas sejam de difícil controle ou que tenham doença do refluxo gastroesofágico complicada, mas ainda não há muitos estudos. Já os redutores da acidez como o carbonato de cálcio e bicarbonato de sódio não são muito utilizados por seu efeito ser rápido.

Um comentário:

  1. Poderia citar a abordagem farmacológica de 1ª escolha no tratamento de doenças ácido-pépticas em gestantes? Que orientações não medicamentosas poderia ser dada a mãe de RN com refluxo?

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