terça-feira, 4 de abril de 2017


Farmacologia no Diabetes Gestacional

    A disglicemia é, atualmente, a alteração metabólica mais comum na gestação, e o diabetes gestacional a forma mais prevalente, sendo definida como uma alteração da glicemia de qualquer grau, detectada pela primeira vez durante a gravidez.

    Dentre os sintomas da diabetes gestacional não são muito facilmente percebidos pela gestante porque são alterações comuns da gravidez:
- Muita fome;
- Muita sede;
- Ganho de peso exagerado na mulher ou no bebê;
- Aumento da vontade de urinar;
- Cansaço extremo;
- Inchaço nas pernas e nos pés;
- Visão turva;
- Pode haver candidíase frequente ou cistite.

    Para o diagnóstico além dos sintomas, são realizados dois exames para a monitorização dos índices glicêmicos da gestante:

- Glicemia de jejum: que não deve ultrapassar 85 mg/dl na gestante;

- Hemoglobina glicada ou glicosilada ( Hb A1C), O resultado do teste de A1C é dado em porcentagem de hemoglobina ligada à glicose.;

- Exame da curva glicêmica ou tolerância a glicose, realizado a partir das 22 semanas de gestação.



Tratamento não medicamentoso e medicamentoso


    O tratamento não medicamentoso para diabetes gestacional é feito com uma dieta sem açúcar adicionado a exercícios físicos moderados.
     Nos casos mais graves é utilizados o tratamento com insulina, como mostra na figura abaixo:




    Na gestante com diabetes tipo 2 havia uma recomendação de que qualquer antidiabético oral fosse substituído por insulina durante a fase pré-concepção. Recentemente, tem surgido um crescente interesse na utilização de glibenclamida e metformina durante a gestação, com evidências do seu benefício e segurança.
   A metformina tem se mostrado eficaz em mulheres com síndrome de ovários policísticos, em auxiliar na concepção, prevenção de abortamentos e controle do diabetes, sem repercussões deletérias para o feto também é recomendada pois não foram encontradas quantidades significativas no leite.


Resistência à insulina

    A resistência à insulina desaparece em poucas horas após o parto. As necessidades de insulina diminuem até 60% da dose pré-gestação. Esse fato ocorre pelo estado de transitório de hipopituitarismo pela supressão da secreção de hormônio de crescimento no pós-parto. Nos primeiros dias após o parto, sugere-se administrar um terço da dose usual pré-gravidez e fazer suplementação com insulina de ação rápida conforme as medidas de glicemia capilar. As necessidades de insulina em 5 a 6 dias voltam às anteriores à gestação.


Complicações do diabetes gestacional em gestantes e bebês:


Um comentário:

  1. Importante ressaltar sobre o uso da metformina e suas evidências quanto a segurança. Seria interessante acrescentar as condições da pesquisa que mostram a segurança no seu uso.

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