Farmacoterapia da Aids em gestantes e profilaxia da transmissão vertical
A taxa de transmissão do HIV de mãe para filho durante a gravidez, sem qualquer tratamento, tem grandes riscos de acontecer. Mas em situações em que a grávida segue todas as recomendações, a possibilidade de infecção do bebê reduz para níveis menores que 1%. As recomendações médicas são: o uso de antirretrovirais combinados na gestante e no recém-nascido, o parto cesáreo e a não amamentação.
Para a testagem do HIV é recomendada que seja feita na 1ª consulta do pré-natal ou 1º trimestre e 3º trimestre da gestação. Mas, no caso de gestantes que não tiveram acesso ao pré-natal, o diagnóstico pode ocorrer no momento do parto, na própria maternidade, por meio do teste rápido para HIV. Como acontece na Santa Casa todas as gestante que entram na maternidade tem obrigatoriedade de fazer o teste rápido.
Quando o diagnóstico é estabelecido tardiamente, no 3º trimestre (mais especificamente a partir da 28ª semana), é recomendado o início da TARV logo após a coleta dos exames, mesmo antes da obtenção de seus resultados, para evita a transmissão vertical do vírus.
Os tratamento mais utilizado é o de lamivudina + zidovudina que é da classe dos Inibidores Nucleosídeos da Transcriptase Reversa (ITRN). O uso da nevirapina que pertence a classe dos Inibidores não Nucleosídeos da Transcriptase Reversa não é recomendo pelo grande chance de ocorrer toxicidade hepática e cutânea, o mais recomendado seria o efavirenz.
Já a classe dos Inibidores da protease (IP) devem ser sempre combinados com ritonavir como adjuvante farmacológico, o qual tem a vantagem de proporcionar níveis sanguíneos do IP mais elevados e estáveis, por tempo mais longo, o que determina um menor risco de mutações que confiram resistência viral. Na figura abaixo mostra as escolhas de tratamento:

Poderia inserir de modo mais didático:
ResponderExcluir- TARV (1ª escolha) para gestantes HIV positiva
- TARV no momento do parto
- TARV para o neonato e período de uso