segunda-feira, 10 de abril de 2017

Fitoterapia

   Muitas plantas são capazes de oferecer efeitos tóxicos aos organismos vivos. Segundo algumas teorias essas substâncias seriam formadas com a função de proteger a especie contra seus predadores. Além do vegetal em si outra parâmentros são utilizados para garantir a segurança do uso de plantas medicinais, como as condições de coleta e armazenamento.

  Algumas plantas são amplamente utilizadas mais muitas delas ainda não tem todas a suas substâncias e mecanismo de ação realmente esclarecido então é mais recomendado que durante a gestação evite o uso de plantas medicinais. Abaixo segue alguns exemplos de plantas que foram ressaltadas em um cominicado do Conselho Federal de farmácia:

  As metilxantinas, grupo de estimulantes do SNC bastante conhecido, têm como principais representantes a cafeína, a teobromina e a teofilina. A cafeína atravessa a barreira placentária, diminui o fluxo sangüíneo para a placenta  e é metabolizada mais lentamente por mulheres grávidas do que pelas não grávidas. No entanto, torna-se difícil quantificar a cafeína ingerida devido a variações na fonte (café, chá,etc), volume ingerido da bebida, concentração e o modo de preparo da bebida.

  O uso do gengibre contra enjôos, um estudo mostrou perda embrionária acima do normal quando administrado a ratas durante a gestação, porém também há um aumento no peso dos fetos remanescentes . Esta planta é aprovada para o uso na prevenção de enjôos do movimento (cinetose), na dose de 2g/dia. No entanto, existem muitas divergências em relação ao seu potencial teratogênico. Um estudo realizado verificou que um extrato etanólico de gengibre administrado a ratas grávidas não causou danos à mãe ou ao feto em desenvolvimento.

  Produtos que possuem antraquinonas na sua composição devem ser evitados durante a gravidez, principalmente, no primeiro trimestre , período em que ocorre a organogênese e durante o qual podem acontecer malformações em períodos curtos de exposição. As antraquinonas podem induzir contrações uterinas, aumentar o fluxo sangüíneo para o útero e seus anexos, ampliando o risco de perda do feto, bem como podem passar para o leite materno e causar efeitos indesejáveis, como espasmos, no bebê.

  A arruda (Ruta graveolens L. – Rutaceae) é uma das plantas mais comumente utilizadas para indução de aborto no Brasil e em outros países da América, embora seja endêmica da região Mediterrânea. São contraditórios os dados existentes com relação aos efeitos da arruda sobre os diferentes períodos gestacionais. O extrato alcoólico de R. graveolens administrado a ratas no período pré-implantação causou redução no número de células do blastocisto e retardo no desenvolvimento embrionário.

Um comentário:

  1. É de suma importância a sensibilização da população, bem como gestantes e nutrizes, quanto ao uso racional de fitoterápicos.

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